O noso nome Palestina

Vía Carlos Callón:


Palestina (1988), de Lluis Llach

Desde dentro, tamén seguirá resistindo a forza do palrap, de bandas como DAM (sangue en árabe, pero tamén "Da Arabic Mcs"):

Estranxeiro no meu propio país

Un fragmento:

Todos os navíos están navegando, deixando atrás deles tristeza
Ese é o noso corazón afogando
Novamente somos indesexados hóspedes na nosa casa
...
Quen coida de nós? Estamos morrendo lentamente
Comandados por un goberno democrático sionista!

Máis forza: Badluck, grupo formado no campo de refuxiados de Deheisha, en Belén.

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No 18 e sempre, o noso nome tamén é Palestina.

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Unha tarefa de urxencia

Para traballar en PCPI a comprensión de textos de opinión nos medios dixitais, cunha postura crítica e activa diante do que acontece no mundo, focalizamos este episodio de recrudecemento brutal do terrorismo de Estado por parte de Israel nunha pequena serie de actividades de análise e produción de viñetas.

Maioritariamente con fontes en castelán, no blogue da aula.

Agradécense adaptacións e novas propostas.

Adaptación para 4º ESO, aquí.

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Escolma para actuar desde a palabra ante o masacre do pobo palestino

1. 

(...)

Palestina é uma espada
espetada nas minhas entranhas
como doce levadura.
A tua cruz, a bainha é dessa espada
que um mar de sangue jorra,
purpúrea, vermelha.
E continuo ainda, como Tu, vivindo!

Palestina é uma oliveira entre dous mares:
Mar de morte e de açafrão,
mar de açucenas e flores de cerdeira.
Do seu sangue farei eu pão e vinho,
e azeite.
E armas, também.

Com a sua luz pegarei fogo
para atirar com violência o ouro todo dos ídolos.

Palestina renascerá da grande dor do parto.
Ó Palestina, dor de tantos povos,
Cruz de todos os homens.

Tradución de Makhmud Sobh al-Kurdi feita por José André Lôpez Gonçâlez

(de Ovnis e isoglossas)

2. 

Os fumes desas candeas

que prendemos onte

xa se apagaron

coas bágoas deses que necesitan

máis as nosas mans cás nosas verbas

3. 

4. 

O máis escandaloso do que está pasando en Gaza é que pode pasar sen que pase nada. A impunidade de Israel non se cuestiona. A violación continuada da legalidade internacional, os termos da Convención de Xenebra e as mínimas normas de humanidade, non ten consecuencias. Máis ben, ao contrario, parece que se premia con acordos comerciais preferentes ou propostas para o ingreso de Israel na OCSE. E que obscenas resultan as frases dalgúns políticos repartindo responsabilidades a partes iguais entre o ocupante e o ocupado, entre o que asedia e o asediado, entre o verdugo e a vítima. Que indecente a pretendida equidistancia que equipara ao oprimido co seu opresor. A linguaxe non é inocente. As palabras non matan pero axudan a xustificar o crime. E a perpetualo.

Belén Gopegui e outr@s (de Rebelión)

5.
Em que momento da história um povo confinado a uma pequena parcela do território que legalmente lhe estava destinado foi considerado um agressor?
Em que momento da história um povo que, mesmo quase sem terra, teve de ver o que lhe restava ocupado por colonos, foi considerado um agressor?
Em que momento da história um povo que cercado por um muro de betão foi considerado um agressor?
Em que momento da história um povo controlado, nos mais pequenos pormenores do seu quotidiano, por um dos mais poderosos exércitos do Mundo foi considerado um agressor?
Em que momento da história um povo que não tem direito a ter forças armadas, que não pode recolher os seus próprios impostos, que está proibido de ter porto e aeroporto, que está isolado de todo o Mundo e que depende a da boa-vontade do vizinho foi considerado um agressor?
Em que momento da história um povo que depende da ajuda internacional e que tem pedir autorização ao vizinho para exportar e importar seja o que for, para receber medicamentos e para levar os seus velhos ao hospital e as suas crianças à escola, foi considerado um agressor?
Em que momento da história um povo que morre às centenas como resposta a cada morte do outro lado foi considerado um agressor?
Em que momento da história um povo que perdeu as casas para elas serem entregues a recem-chegados, graças a um qualquer direito divino, que perdeu as suas terras, que foi roubado em tudo o que tinha, que depende da esmola para sobriver, foi considerado um agressor?

Até onde terá de ir a humilhação dos palestinianos para que o Mundo olhe para ele vendo o que ele é: um povo ocupado, roubado e prisioneiro na sua própria terra?
O que faz com que o Estado de Israel possa fazer tudo o que não é permitido a mais estado nenhum no Mundo?
O que faz com que o povo da Palestina não possa resistir, como faria qualquer povo no Mundo?"
Daniel Oliveira, recollido no confronto de Vieiros.

6.
7.
8.
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